Autor: Gilberto Coelho

ITSA4 está perto do suporte na média de 200 dias, se respeitado os 10,00 deve retomar teste das resistências em 11,00 ou 11,68, mas, abaixo dos 10,00 poderia buscar de 9,55 a 9,07.

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Autor: Marco Saravalle

Experiência e expertise.

Raio X

A Itaúsa foi constituída para centralizar as decisões financeiras e estratégicas de um conjunto de empresas, propiciando-lhes melhores condições de expansão (operando nas áreas financeira e industrial). Como holding pura de capital aberto, a Itaúsa concentra todas as decisões financeiras e estratégicas, de forma que as empresas do Conglomerado tenham as melhores condições para se aplicar em suas atividades e expandir seus negócios. Os ativos investidos atualmente são: Itaú Unibanco Holding, Duratex, Elekeiroz, Alpargatas, NTS e Itautec. Cerca de 98% dos resultados da Itausa são advindos do Banco Itaú, com isso, utilizamos a análise do Itaú associada a análise de desconto de holding como principal forma de avaliar os ativos em bolsa da Itausa.

CATALISADORES

  • Crescimento das carteiras. Reforçamos nossa visão de que o ano de 2018 não deverá apresentar forte recuperação na demanda por crédito. No entanto, lembramos que o indicador certamente se expandirá e que poderemos ter surpresas positivas ao longo do ano.
  • Inadimplência controlada. Os bancos se prepararam ao longo dos últimos anos para adequar o perfil de suas carteiras, com isso, não acreditamos em movimentos radicais, e sim em tendência de melhora ao longo do ano, como já pudemos ver em algumas linhas em 2017. O segmento de grandes empresas continua sendo a principal dúvida em termos de expansão das carteiras e provisionamentos.
  • Aquisições, dividendos ou recompra. O Itaú encontra-se em posição privilegiada no mercado brasileiro, com (relativa) baixa alavancagem, o que pode ser entendido como potencial para fazer aquisições, aumentar a distribuição de dividendos e/ou fazer recompra. O último nos parece o mais provável no curto prazo.

RISCOS

  • Velocidade da recuperação econômica. O setor depende da demanda por crédito, o que ainda não deu sinais consistentes de recuperação mais robusta. Um possível cenário de atraso na recuperação local, poderá se traduzir em revisões negativas para as perspectivas de resultados do banco.
  • Novos impactos em PJ (sobretudo em grandes empresas). Alguns provisionamentos foram realizados ao longo dos últimos anos, bem acima da média histórica, mesmo quando comparamos a anos de recessão no país. Num possível cenário de aumento do número de empresas em recuperação judicial ou falência, poderemos ver os indicadores piorando antes de apresentar melhora. Questões políticas e investigações poderão trazer incertezas adicionais em relação ao crédito à grandes empresas.
  • Regulação ou tributação. Não acreditamos que seja preocupação de curto prazo, mas já vimos a ação aumentar a volatilidade, sobretudo com preocupações com possíveis aumentos de impostos para o setor. Cenários adversos poderão afetar as perspectivas de lucro e, consequentemente, a distribuição de dividendos.

Texto/ Visão:

Atualizando o otimismo

Continuamos otimistas com as ações do Itaú para investidores de longo prazo.

 

Dividendos consistentes, diferenciais e avenidas de crescimento

A política atual do Itaú de distribuição de lucros foi elevada (a partir de fevereiro de 2017) para um patamar entre 35% e 45%. Ou seja, não só por conta dos bons resultados, mas também pela forte estrutura de capital, o Banco Itaú conseguirá distribuir boa parte dos lucros. Para manter a trajetória de crescimento o banco deve (i) acelerar o processo de transformação digital; (ii) avançar no processo de internacionalização e (iii) continuar evoluindo na gestão de riscos. Não descartamos novas aquisições ao longo do tempo, contudo, movimentos marginais e estratégicos para o banco devem ser o foco.

 

Cenários e avaliação

Após os resultados do ano passado, acreditamos que o Itaú tenha condições de reportar lucro líquido acima de R$ 24 bi no ano de 2018, ou seja, com ROE muito próximo de 20%. Quando comparamos com a taxa básica de juros, que caminha para patamar abaixo de 7%, chegamos em uma rentabilidade relativa bastante satisfatória. Assim, consideramos justo o Itaú ser negociado acima de 2,5x P/B (preço em relação ao valor patrimonial). Se olharmos para outro múltiplo, P/L (13,5x 2018), também vemos desconto em relação à média do Ibovespa. Em resumo, não esperamos grandes mudanças nos fundamentos do Itaú no curto/médio prazo. O dividend yield de cerca de 4,5% também é um atrativo do papel, especialmente em um cenário de queda das taxas de juros.

 

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