Autor: Karel Luketic

Carteira Dividendos XP

O investimento em dividendos oferece uma alternativa para quem busca menor volatilidade e a oportunidade de criar um fluxo de renda recorrente, além do crescimento do valor de mercado do portfólio pela apreciação das ações. A Carteira Dividendos XP é publicada no 1° dia útil de cada mês, é composta por 5 papéis e busca retorno absoluto maior do que o CDI, ou seja, próximo a taxa básica de juros, considerando o retorno da ação e os dividendos recebidos.As principais características que buscamos nos papéis que compõem a carteira são:

  • A perspectiva de pagamento de dividendos contínuo e um yield atrativo, ou seja, que paguem um dividendo em % do preço da ação atrativo e recorrentemente.
  • Empresas que tenham uma gestão de qualidade e operem em um negócio solido, pois isso é essencial para que o pagamento de dividendos seja sustentável.
  • Empresas de natureza mais defensiva, importante para o fluxo contínuo de dividendos, mas se encontrem em um ponto de entrada interessante, buscando apreciação da carteira.

Performance Portfólio Mês de Outubro

Os 5 papeis que compõem a nossa carteira são: (1) TAESA, Engie e AES Tietê do setor elétrico, tradicionais pagadoras de dividendos,  (2) Itaú – no qual vemos um fluxo crescente de dividendos e por último (3) Vale – à medida que vemos a empresa entrando no maior ciclo de dividendos da sua história. A carteira acumulou no mês alta de 7,7%, contra CDI acumulado de 0,54% e alta de 10,2% do Ibovespa em setembro. Desde o início em julho, a carteira sobe 16%, 760% do CDI, abaixo dos 20,1% de alta do Ibovespa no período (esperado dada a natureza defensiva da carteira).

Composição da carteira: Os 5 papéis e o porquê de estarem na carteira

Vale (VALE3) – peso de 20% na carteira

Recomendamos COMPRA das ações da Vale, com Preço-Alvo de R$ 70,00 / ação. Três pilares sustentam a tese positiva: (1) cenário de minério de ferro e níquel construtivo e acima das expectativas de consenso; (2) rumo ao maior ciclo de dividendo da história da empresa, múltiplo 30% abaixo da média histórica e (3) proteção em um cenário adverso, já que a Vale é beneficiada pela alta do dólar. Dentro da nossa Carteira Dividendos XP, a Vale é uma ação diferente das outras. Ela não é considerada uma tradicional pagadora de dividendo, por ter um negócio de commodity, que tende a ter variações. Dito isso, após uma forte queda no endividamento, acreditamos que a Vale esteja prestes a entrar no maior ciclo de dividendo da história da empresa, e não vemos isto refletido no preço da ação.

Link para a tese da Vale

Taesa (TAEE11) – peso de 20% na carteira

Recomendamos a COMPRA das ações da TAESA com Preço-Alvo de R$24,00 / ação, com base em: (1) estabilidade do segmento de transmissão de energia elétrica, baseado em uma estrutura de receitas fixas, (2) maturidade dos projetos em construção da companhia e (3) oportunidades de crescimento no segmento, seja em novos leilões de transmissão, seja pela aquisição de linhas já operacionais. Dentro da nossa Carteira Dividendos XP, a TAESA se encaixa por ter uma geração de caixa previsível, baseada em um negócio de receitas fixas indexadas à inflação (Transmissão de Energia) e margem EBITDA de mais de 80%.

Link para tese da Taesa

Itaú (ITUB4) – peso de 20% na carteira

Recomendamos a COMPRA das ações do Itaú Unibanco (ITUB4), com Preço-Alvo de R$55,00 / ação. A recomendação se baseia em: (1) cenário de recuperação da economia e aumento da concessão de crédito; (2) eficiência na execução e resiliência do banco e (3) ação negociando a múltiplos descontados e atrativo retorno de dividendos (6,0% yield 2018). Dentro da nossa Carteira Dividendos XP, o Itaú é um ativo diferenciado. Apesar de ser um tradicional pagador de dividendos, tem mais exposição à atividade no Brasil do que o setor elétrico e de telecomunicações, no entanto vemos um fluxo crescente de dividendos à frente com uma retomada da economia e um yield bem interessante no preço atual da ação.

Link para a tese do Itaú

Engie Brasil (EGIE3) – peso de 20% na carteira

Recomendamos a COMPRA das ações da Engie Brasil, com preço-alvo de R$45,0. Nossa tese se ancora nos seguintes pontos: (1) a estratégia de comercialização de energia otimizada da companhia, que minimiza o impacto de uma menor incidência de chuvas nos resultados, (2) nossas estimativas de expansão do lucro em 10% ao ano até 2023 com a maturação de projetos como a Termelétrica Pampa Sul e os parques eólicos Campo Largo e Umburanas e (3) elevada capacidade de pagamento de dividendos da ação, estimados em 12% em 2019-20.

Link para a tese da Engie Brasil

 AES Tietê (TIET11) – peso de 20% na carteira

Recomendamos a COMPRA das ações da AES Tietê com Preço-Alvo de R$15,00 / ação, com base em: (1) elevada capacidade de pagamento de dividendos de 12% entre 2018-2020, podendo alcançar patamares de até 17% em um cenário de normalização total do nível de chuvas e (2) elevado potencial de crescimento baseado na expansão do segmento de energias renováveis não-convencionais (eólica e solar), foco estratégico da empresa para reduzir a exposição aos riscos hidrológicos.

Link para a tese da AES Tietê

*Dividend Yield = Valor dos dividendos por ação dividido pelo preço da ação.

Análises da Carteira Recomendada XP